Deixando de lado a nostalgia, vamos ao que interessa porque depois de tanto trabalho acumulado que de modo eficiente coloquei rigorosamente em dia (igual ao carnê do baú da felicidade), mereço descansar, com as pernas para cima, assistindo TV. Havia prometido isso, que chegaria o tempo do "uma coisa de cada vez" como diz a música. Pois bem...
Domingo, trabalhei bastante. Quando me vi finalmente de folga, liguei a TV. Eis que diante de mim, no canal People & Arts surge uma apresentadora vestindo um tubinho com estampa de girafa. Achei engraçado e continuei a assistir. Para minha surpresa era o temido programa do qual já havia falado em outras postagens aqui. O nome dele em inglês é "So you think you can dance". Soa como aquelas frases bem brasileiras que as pessoas dizem para menosprezar alguém "ah, então a senhora acha que sabe escrever?". Pode ser que alguém pense isso de mim e me considere ousada por manter esse blog. Mas um programa de TV que se intitula "Então você pensa que pode dançar"?... Ai, ai, ai... Tsc, tsc. Debaixo da bancada dos jurados bem que podia ter um letreiro luminoso com a frase: "então, você sabe com quem está falando?". Ou melhor, "você sabe para quem está dançando?".
É como eu havia previsto. Parece com American Idol, mas os jurados são mais respeitosos, até onde eu consegui assistir. Os dançarinos selecionados se apresentam em estilos diferentes dos que costumam dançar usualmente. Vi que havia os hip hopers, os dançarinos de salão, os que dançam jazz e outros de uma chamada "dança contemporânea", cujo conteúdo era por mim totalmente ignorado até então. E eu que pensava que sabia o que era dança contemporânea... Pobre de mim. Graças à providência divina pude ter o contato com a "verdadeira dança contemporânea" apresentada na televisão estadunidense. É uma coisa meio histérica, parecida com a dança gospel (vocês já viram a dança gospel? é uma dança onde as pessoas fazem louvores ao Deus todo poderoso). Bem, pelo menos fiquei mais inteligente após o programa.
Cheguei a pegar uma prancheta para anotar os detalhes e passar para vocês, queridos leitores. Mas por algum infortúnio minha mãe me ligou exatamente na hora e me distraiu com uma conversa absolutamente deliciosa e quando retornei ao quarto onde estava a TV, já havia mudado a programação... Lamentável, não? Mas prometo que na próxima oportunidade trarei todas as informações possíveis, desde o bom gosto nas escolhas de figurinos com motivos selvagens, nas escolhas das músicas maravilhosas, dos passos de dança incríveis e outros detalhes pertinentes. Ah... Lembrei que além da programação temos no intervalo comercial o privilégio de assistir aos vídeos enviados pelos interessados em participar das versões do programa em espanhol e portugês, cujo nome continua sendo "A Dança Pega". Será que pega tanto quanto a gripe suína? Por via das dúvidas vou comprar umas máscaras...