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15 de abril de 2009

A Cura


Prometi que iria em busca da cura para o mal dançante que promete devastar nosso cotidiano. Na verdade eu já tinha o antídoto em casa. Vou começar a distribuir agora, aqui!


No cotidiano contemporâneo tem sido freqüente a utilização de práticas de dança como alternativa para a promoção do bem-estar e para o acesso a conteúdos emocionais. Essa possibilidade se justifica porque a dança, além de ser uma atividade física que promove a mobilidade corporal de forma aeróbica, é antes de tudo uma forma de expressão artística. E como forma de expressão, pode abrir canais para manifestações de conteúdos emocionais e do pensamento que dificilmente se traduziriam por meio de discursos verbais e/ou raciocínios lógicos.


A história da dança se perde no tempo em trajetórias incertas das várias populações humanas. É reconhecidamente uma prática ancestral que hoje em dia se faz presente em momentos de confraternização, rituais tribais, comemorações festivas e eventos artísticos ao redor de todo o mundo. Terapeutas corporais das mais diversas nacionalidades vêm utilizando a dança como veículo catalisador de estados emocionais ou mesmo como um canal de socialização. As práticas coletivas restabelecem vínculos afetivos entre pessoas interessadas em combater o stress da vida moderna. Iniciativas bem sucedidas com o uso da dança nesse sentido apresentam relatos de participantes que resgataram a auto-estima e as sensações de prazer e bem-estar físico e emocional. Um dos expoentes da prática de dança como forma terapêutica, nos Estados Unidos, é Gabrielle Roth, que atua na área há mais de 35 anos.



Em seu livro Os Ritmos da Alma (1997), Gabrielle Roth descreve alguns episódios de seu trabalho desenvolvido junto a milhares de pessoas nos mais diversos ambientes – escolas, hospitais, corporações, teatros e centros de desenvolvimento. Além de retratar experiências bem sucedidas com dança em ambientes de terapia, a autora enfatiza que o ser humano moderno, abrigado em pequenas habitações e com extrema valorização da individualidade, sente necessidade de resgatar a consciência tribal que os une às outras pessoas de seus bairros e cidades, aquela sensação de que todos estamos compartilhando o mesmo mundo.


Selecionei uma pequena mostra do que essa artista incrível faz pelo mundo e coloquei aqui como nossa vacina, nosso antídoto, a minha cura prometida!