7 de janeiro de 2011

Dos selos de qualidade e as mulheres-fruta


Nesse tempo que andei parada aqui, muita coisa aconteceu. Por isso mesmo escrevi tão pouco ou quase nada, limitando o blog a anúncios de nossas produções antigas e novas.

A experiência de dar aulas num curso de licenciatura em dança me fez perceber o quanto as pessoas que dançam andam desgostosas com o ato de dançar. Parece que falta um sentido maior para suas danças, um sentimento mais amplo de fazer arte! Com a galera da dança do ventre ocorre o mesmo.

Certo dia, uma das dançarinas que cursam a licenciatura veio me dizer o quanto andava frustrada com a dança do ventre... Coisa básica que nós que dançamos há mais de 10 anos conhecemos. Pois bem, perguntei algumas coisas e descobri que ela havia investido um bom dinheiro para se firmar na área. Fez aquelas provas para ganhar o selo de qualidade - como aqueles que vemos nas frutas de supermercado. (será que as mulheres frutas têm o tal selo? vou perguntar à mulher melancia!). Vai frequentemente a uma casa de dança se apresentar para ganhar a quantia exorbitante de cinquenta reais - isso mesmo: R$50,00. Vai de avião, é claro. Ou seja, paga para dançar. Acredita que com isso vai alcançar um patamar na profissão! Perguntei quanto ela havia ganhado de retorno ao tal investimento. Nada!

Minha querida dançarina percebeu que havia sido enganada. Ela se transformou na Mulher-Damasco! Na transposição das mulheres frutas brasileiras para o mundo árabe podemos inventar umas tantas mulheres-comidas (sem trocadilho), algumas das quais conheço bem: a mulher-tâmara, a mulher-pistache, a mulher-esfirra, a mulher-babaganuj... A mais famosa do momento é a mulher-kebaab, fica nas esquinas ou em botecos, espalhados mundo afora, ganhando uns trocadinhos para ser consumidas pelo público interessado!

Para os que criaram o tal selo entrego o prêmio máximo, criado pelo saudoso Abelardo Barbosa: o Troféu Abacaxi!

23 de setembro de 2010

Primeira versão do Uroboro

Abaixo, primeira versão do Uroboro - Serpente do Mundo: coreografia premiada de Cínthia Nepomuceno e Esquilo. Performance de Gamila e Esquilo.





Parece esquizofrenia, mas não é: Cínthia Nepomuceno e Gamila são a mesma pessoa em termos físicos, mas em termos artísticos são personas diferentes. Hehehe...

19 de setembro de 2010

Só mulher?

Fiz uma enquete para saber quem me lê aqui e as respostas foram 100% mulheres. Será que nenhum homem entra aqui? Ou eles apenas não têm paciência para enquetes?

Tenho coisas para atualizar aqui e espero ter tempo para isso.

Para quem não quer esperar, vale a pena dar um pulinho no site do Aiua!:

www.aiua.weebly.com

Ah, em tempo! Estamos marcando o retorno dos ensaios. Quem quiser fazer parte do Aiua! favor entrar em contato por email.

12 de agosto de 2010

Dança do Ventre no MEC

E assim a dança do ventre vai conquistando espaço e valor!

Dancei na aula inaugural do primeiro curso de licenciatura em dança de Brasília. Foi sexta-feira passada, dia 06/08/2010 - data que vai ficar na minha memória! Dancei acompanhada do magnífico músico egípcio Mahmoud e fui apreciada pelo também magnífico reitor Aléssio Trindade de Barros.

Na platéia os alunos da primeira turma, parentes e amigos, servidores e docentes do IFB, além do já citado reitor, proeminentes personagens do cenário cultural da cidade e a palestrante Cássia Navas.

Nem consigo descrever a emoção desse evento! Na hora de me arrumar, me olhei no espelho do elevador privativo do senhor ministro. Tudo muito chique! Mas sabe o que foi o melhor de tudo? Foi ouvir os depoimentos depois, pessoas de todos os tipos dizendo "nossa, não imaginava que dança do ventre era assim..." É claro que eu usei um figurino adequado, fechado, composto, bonito, charmoso e brilhante! E a dança chamou mais atenção do que eu, meu corpo, as partes do meu corpo. E todo mundo viu a dança!

Uma maravilha! Aiua!

24 de julho de 2010

Cheiro de tinta

Dia desses recebi um email infame com as piores cantadas de todos os tempos. Em uma delas o rapaz dizia assim: "tá sentindo um cheiro de tinta?" e a moça respondia: "não, por quê?", enfim o moço lançava a cartada final: "é que tá pintando um clima entre nós!". Rs...

Como estamos nos reunindo e o clima do grupo está delicioso, lembrei da piada infame! Eu e minhas associações nada a ver, hehe... É que o Aiua! sempre foi assim: delicioso! Está delicioso.

Juntamos meninas do Aiua! antigo, gente que foi aluna de minhas aulas, pessoas amigas de outras que nunca tinham dançado comigo, aquela mistura boa e gratificante. É lógico que tivemos alguns probleminhas, como num dia em que a improvisação travou e deu em nada. Normal. Temos espaço para expressar nossas frustrações e tal... Normal mesmo!

E é com esse cheiro de tinta do clima que está pintando que divulgo os bastidores de uma apresentação do Aiua! do século passado. Sempre fomos assim: um grupo cheio de vida e de diversão, um grupo diversificado, um grupo de pessoas amigas. Cabelos e maquiagens foram cortesia da Enjoy (aquele salão de beleza maravilhoso da asa sul, todo fashion). Fizeram visuais de acordo com os rostos de cada uma de nós, buscando fugir do convencional. É isso que continuo buscando! Aiua!!